Grinch e a graça abundante

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O Grinch é um filme cujo autor é Dr. Seuss, um escritor bastante talentoso. O filme se baseia na vida de um sujeito bastante carrancudo e ranzinza, chamado Grinch. A premissa do filme se baseia em um sujeito rancoroso por fatos acontecidos no seu passado relacionados ao natal nos quais o traumatizaram e ele sempre teve uma aversão por esta data.

Em um dado natal, ele teve a “brilhante ideia de arruinar o natal, fazendo com que as guirlandas, as árvores de natal e todos os enfeites natalinos simplesmente desaparecessem. Fazendo isso, ele acreditava que tornaria a vida dos moradores de “Quemlândia” tão miseráveis como a dele.

Este é um filme muito divertido e todo enredo que cerca a trama me hipnotizaram. A trilha sonora, os personagens, o humor sarcástico do Grinch fazem deste filme uma bela oportunidade de reunir a família.

Trago algumas lições bastante interessantes do filme para uma reflexão sobre a natureza humana, a graça abundante, dentre outros aspectos:

1- O homem natural odeia a verdade

Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus” ( Romanos 8:7a)

Charles Spurgeon em uma de suas pregações, fala exatamente o que está proposto no texto de Romanos, ou seja, a nossa carne é inimiga do evangelho e consequentemente do próprio Cristo:

“ Mas as escrituras não dizem apenas que homem está morto em seus delitos e pecados; afirmam algo pior que isso: que ele, por natureza, é absoluta e totalmente contrário ao que seja bom e reto.”

Há algo muito perverso no ser humano, a sua vontade caída inclinada para o mal. Portanto todo o nosso desejo de buscar o evangelho já foi posto em nosso coração através do Espírito Santo.

O Grinch odiava o natal, ele não via o povo de Quemlândia se reunindo em mesas fartas, havendo comunhão entre eles e odiava isto, pois ele era incapaz de enxergar a beleza, seus olhos estavam vendados pela inveja e pelo rancor. Aquele ser verde na verdade vivia em um buraco negro existencial no qual não havia um propósito maior em sua vida e como alguém vivendo em uma escuridão existencial, ele detestava a luz advinda dos moradores da acolhedora Quemlândia.

2- Igreja Primitiva

Uma das partes mais encantadoras do filme é quando os moradores da cidadezinha encontram-se ao redor de uma gigantesca árvore de Natal e começam a cantar “ Noite feliz” e se confraternizam, como se fosse uma grande família onde todos estão juntos para dar as mãos ao seu próximo e desejar prosperidade.

Estamos diante de uma cidade onde todos estão engajados em deixar a noite de Natal a mais agradável possível e em uma união de encher os olhos!

E perseveravam-na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” ( Atos 2:42)

Um detalhe no qual o diretor do filme quer passar é que não há competição em Quemlândia. Todos querem cooperar para a celebração do Natal, todos estão incumbidos de serem os melhores naquilo que foi incumbido de eles fazerem.

No corpo de Cristo há diferentes funções e aí é que se encontra a beleza da igreja: Uma diversidade de dons reunidos para que o nome de Jesus Cristo seja glorificado e somente Ele seja exaltado. É lindo quando Jesus Cristo diz que aquele que quiser ser o maior no reino de Deus que seja o menor, pois nos mostra que o serviço ao próximo é a nossa maior prova de crescimento espiritual.

3- Fracasso do Mal

Em boa parte do filme vemos os estudos do Grinch para destruir o natal. Elabora planos mirabolantes, tenta se passar por Papai Noel e recruta uma Rena extremamente gorda e finalmente na véspera de Natal ele cumpre brilhantemente o seu plano: Rouba todos os presentes, as guirlandas, e enfeites, fazendo com que Quemlândia amanheça totalmente descaracterizada.

Cindy Lou, uma garotinha da cidade, bastante decepcionada com o sumiço dos enfeites, chega a chorar e fala a mãe:

“ Mãe, o natal se acabou. Não temos mais os enfeites e a cidade não está mais bonita”.

A mãe sabiamente fala:

“ Minha filha, o importante do natal ninguém pode nos tirar. A nossa comunhão, a nossa união, isso fica para sempre”

E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima,e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apocalipse21:4)

Podemos fazer uma analogia dessa mãe com um tipo de Cristo, pois o justo, no caso a garotinha inocente, será justificado e no fim tudo será perfeito e o mal não surtirá mais nenhum efeito.

4- O Coração de carne

Podemos ver no filme que Cindy Lou, uma menina doce, gentil conseguiu comover o ranzinza Grinch.

Este sinistro ser verde tem seu coração transformado. Ele consegue enxergar a beleza e devolve tudo aquilo que ele roubou. Ele viu a sua situação miserável e muda a sua natureza, tornando-se alguém regenerado.

Ele é chamado para a ceia de Natal na casa de Cindy Lou e é acolhido na casa dela como se da família fosse. É como se víssemos o filho pródigo, alguém que não merecia nenhuma misericórdia por parte do seu pai, nem mesmo fazer parte do quadro de empregados mas é acolhido com todas as honras possíveis.

dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.( Ezequiel 36:26).

Conclusão

Podemos ver uma graça abundante nesse filme. Alguém que era contrário a tudo aquilo que era bom, reto, agradável, tem o seu coração transformado e é aceito como se nenhum mal tivesse feito para aquele comunidade em que foi inserido. É um retrato do amor de Deus para com pecadores de coração duro que não queriam enxergar a verdade, mas tem o seu coração transformado e sua vontade agora é buscar tudo aquilo que seja honroso para a glória de Deus.

Somos muito mais parecidos com o Grinch do que possamos imaginar e Cristo é muito melhor do que qualquer comunidade amorosa que acolhe um pecador indigno. Toda a honra e glória a Jesus Cristo!

Pai, esposo e cristão conservador. “ Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” Efésios 2:8

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